quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Wilt - Tom Sharpe

Sinopse

Romance cómico que conta as aventuras de Wilt, um professor de literatura que leva uma vida entediante e que tem um desejo secreto: matar a sua mulher obsessiva que faz tudo para o irritar.
Com Wilt, os leitores portugueses ficam a conhecer Tom Sharpe, o mais corrosivo e apreciado dos humoristas ingleses contemporâneos.
Livro surpreendente, completamente desconcertante, mas que “agarra” o leitor até ao fim, sem deixar qualquer hipótese de fuga.

Sobre o autor

Tom Sharpe nasceu em 1928, algures na Inglaterra. Estudou em Cambridge, fez a tropa nos Fuzileiros Navais (internacionalmente mais conhecidos por Marines, graças ao cinema e à televisão) e foi parar à África do Sul, em 1951. Lá, trabalhou no Departamento de Assuntos Não-Europeus. Depois, foi professor em Natal (cidade sul-africana). Chateado com a profissão, criou um estúdio de fotografia em Pietermaritzburgo (sempre na África do Sul), em 1957. E acabou por ser expulso por motivos políticos, em 1961. De volta a Inglaterra, leccionou História no Colégio de Artes e Tecnologia, de Cambridge.

A minha opinião

Fantástico. Para quem procura um romance muito divertido, descontraído, então, sugiro sem dúvida esta obra de humor britânico que, muitas vezes, me fez lembrar as famosas séries dos Monty Python ou até mesmo a sitcom Allo 'Allo!

Wilt é um professor de inglês de um Instituto de Letras e Tecnologia. As suas turmas são, particularmente, difíceis e chegam inclusive a levar outros professores à loucura e até ao suícidio.
Quando chega a casa é confrontado com uma esposa sui generis e muito difícil de aturar. Gorda, feia, dona de casa com a mania doentia da limpeza e da utilização do Harpic. Pobre Wilt.

E é neste cenário que Wilt começa a ter pensamentos negros em relação à sua mulher. É durante os passeios com o cão que vai maquinando a morte por acidente de Eva Wilt (sua esposa). E depois de um episódio bem divertido ocorrido numa festa de um casal muito liberal, decide pôr em prática aquilo que tem vindo a pensar, mas desta feita com uma boneca insuflável com vagina de nome Judy, que vai servir de cobaia para o exercício na perfeição (que de perfeito não tem nada) da futura morte por acidente da mulher Eva Wilt.

A partir daqui tudo de vai desenrolar. É acusado de assassinato e mantido durante uma semana em interrogatórios deixando a polícia completamente doida pensando que ele é o tipo mais frio e macabro que alguma vez conheceram.
Muito, mas mesmo muito divertido. Aconselho vivamente a quem procura desligar-se um pouco do stress ou até de uma leitura mais séria e pesada. É um antídoto perfeito e se são fãs do humor britânico, então tenho a certeza que não se vão arrepender.

1 comentário:

santos74 disse...

Encontrei este livro num feliz acaso numa feira de livros de Lisboa e tudo o que posso dizer é que pela primeira vez me ri à gargalhada com as peripécias do mesmo. Fantástico. um dos meus livros favoritos, sem dúvida.

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